quarta-feira, 22 de abril de 2009

la clé, la lettre, et l'éternuement.



j'ai besoin d'un ouragan, d'un orage:
aucune langue ne semble être à moi.
la pluie peut être la mienne,
le vent est le mien,
les sifflements...


mais la langue

la langue ne l'est jamais.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Numa terra em que pedro-procura-inês, não restam paredes para te encontrar.
Ainda assim, espero.

E a realidade assombra. Será ela o que nos separa?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

as minhas vozes todas, com todas as vozes tuas, quantas serão ao final da sinfonia?...

sábado, 11 de abril de 2009

I always dance like nobody's watching. Alone, I do not dance at all.

terça-feira, 7 de abril de 2009

au port.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Cinzento:

muito mais do que me restas: faltas-me.

Vermelha.

Tejo (parte última)

(...)


linha de fuga que perde o concreto

-não encontro o complemento indirecto nem o artigo definido-

mas aguardo as reticências
gosto de atrasar conclusões e de prolongar os silêncios


e a paranóia entra sem bater
senta-se no sofá da sala em silêncio e espera sem olhar para o relógio

(sinopse abrupta de uma narrativa interminável)

psicose estética, sublimação asséptica

os meus devaneios de criança cozinhados em lume brando


-correntes de menoridade mental-

esta civilização cresce oca
mandata a liberdade
coroa a insanidade
senta-se no jardim a ouvir o relato do jogo da guerra
e volta para casa a pensar na morte da bezerra da vizinha

tão serenos, tão obtusos
impassíveis nas vossas jaulas de cristal
na vossa modorra sensorial

-alento desaustinado-

prefiro o caos à vossa disciplina enfileirada
Prefiro o meu Coelho Branco, ainda que chegue sempre atrasado.



(2002)