terça-feira, 7 de julho de 2009

Erinnerung von Zahlen

Sie sagte, ein anderes Königreich wartet. Der ist der Unterschied zwischen ein und zwei. Das andere, die drei, wird bereits genommen.
Frau K.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

auto-retrato III, versão narrativa

porque ela gosta mesmo é de flirtar com o padeiro, que tem bom timbre e nome francês. e de passar a grande avenida da nossa pequena república a 180 km/h. estranhamente, também gosta quando uma desconhecida, gira por sinal, lhe escreve love no pulso, que ela gosta mesmo muito de ver sempre magro. o que ela gosta é de ouvir só a guitarra, quando soa ao mar. e de dar trincas nos ombros dos amigos que são aquela família longíncua mas sempre perto, enquanto morde uma raivazinha escondida que não sabe muito bem de onde vem, mas que sabe que é tremendamente vermelha, e do lado oposto. o que ela gosta mesmo é de ter saudades da irmã , e de gostar mais de quando ela está por perto. de desafinar, porque algo lhe diz que isso não é o mais fácil. e de esticar a corda, mais do que saltar à corda. o que ela gosta mesmo é de enumerar o que não suporta.
ou então.
o que ela gosta mesmo, acima de tudo, é sentir que chegou a casa.
sempre que ela se põe a descascar o mundo

domingo, 28 de junho de 2009

casa de noz

eeehhh láaa.

um quase vislumbre


dos nós do tempo
do nós
de um tempo
e de outro que se lhe possa
seguir

e de um depois disso
agora só
um talvez incongruente
se da tua própria boca sair

e se a tua alma falhar

principalmente se a tua alma falhar



ao Tempo


o convite ao eterno
para sempre
em vida
insatisfeito



a agonia do que se crê eleito.



(resumo de 11 páginas de espírito contrafeito.)
aaaaah!!! a trovoada!! finalmente a trovoada!

a tão esperada trovoada.





daquelas poucas que te abanam a casa...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

sinal sonoro

há uma barreira atravessada por cordas que cortam um horizonte sarapintado de navios

é isto que vejo quando o sonho me diz que a imaginação também sente


é claro que não é isto, a imagem é surpreendentemente mais mundana, menos imaginativa, mas os corpos que a compõem restabelecem cortes e concordâncias que julgava já esquecidos, e sendo só corpo a vibrar, a melodia quer arder tanto que dói, e se de símbolo trata, o que me diz parece tão impenetrável quanto potencialmente mortífero. de uma maneira ou de outra, a carne parece ser ainda a mesma, as casas também.

reconhecerás, desse lado da janela, o que me desperta?


quererás tu um dia ouvir a voz que te falhou lá atrás?

o se de uma estranha situação, cuidado de si per se, ou a nota entre dó e mi:

será que faço por habitar o domínio do inconfessável, ou é o domínio do inconfessável que faz por habitar em mim?