conflito puramente virtual:
fazer a história é escrever a história
vs.
escrever a história é fazer a história
e se for contar histórias,
em que é que ficamos? mh?
já extrapolámos os sentidos gramaticais há muito tempo
de outra maneira nunca nos teríamos perdoado
doer, não dói
foi anestesiado para que não fosse perdido
escorraçado
e por erro
remediado
dependurado
o enforcado é só um jogo, crescemos com ele, até lhe estendemos a corda se for preciso
é sempre tudo um sonho, não há mal passível de resultado real
experimenta
crava mais fundo a chaga e sê violento com a corda
amanhã estou cá outra vez
para te lembrar de onde vens
e para onde nunca vais
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Something stronger than old bias
She will not bail
Will she? Will she not?
Only the room should be a mistake
Only the walls
Never the blood
Steal your present
Not the future still
I check
You fold
Another line. Another sentence, please.
I rest my head upon the table
I will not bail
It will always be your mistake
My gain
The mirror is on the table
I rest my life upon the mirror
I raise
Strangely it sounds better than to rise
Whose word now?
My mistake this time.
Thought you would always be my partner in crime
You bet I was yours
but then
in another town
the dry begin to cry
in the same old another town
in the same old skeletons
in the same almost
almost always far apart
almost always far
There's more than a straight flush to end this
More than mathematics
More than academia
So you have what you asked for
We always get what we ask for
So why won't I ask for you instead?
Why won't you ask me?
we both know a simple clue acts always as the necessary glue
to mend this
to sever this
and it always strikes as a kind of instead
and as a kind instead
numbers adding numbers
and for the time will be
And we both know I am not in the queue for winning a cue in your latest movie
We both know when it's a lie
Feel no shame
Enjoy the game
She will not bail
Will she? Will she not?
Only the room should be a mistake
Only the walls
Never the blood
Steal your present
Not the future still
I check
You fold
Another line. Another sentence, please.
I rest my head upon the table
I will not bail
It will always be your mistake
My gain
The mirror is on the table
I rest my life upon the mirror
I raise
Strangely it sounds better than to rise
Whose word now?
My mistake this time.
Thought you would always be my partner in crime
You bet I was yours
but then
in another town
the dry begin to cry
in the same old another town
in the same old skeletons
in the same almost
almost always far apart
almost always far
There's more than a straight flush to end this
More than mathematics
More than academia
So you have what you asked for
We always get what we ask for
So why won't I ask for you instead?
Why won't you ask me?
we both know a simple clue acts always as the necessary glue
to mend this
to sever this
and it always strikes as a kind of instead
and as a kind instead
numbers adding numbers
and for the time will be
And we both know I am not in the queue for winning a cue in your latest movie
We both know when it's a lie
Feel no shame
Enjoy the game
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
the oister is a cloister and the snail lives alone
de volta à senda do convento
apercebo-me que o segredo está na ostra
e que afinal é isto tudo uma forma diferente do mesmo afrodisíaco
e que esse tão velho sufoco que te angustia é só ar e apenas ar quente
finges-te sempre dormente para que não te levem a mal a inércia
para que não te arrombem a indolência ou te incrustem uma sombra alheia
provarás agora o verdadeiro sentido da apneia
o que te ficará a faltar
no fim de tudo
será o sono e não o ar
e a isso tudo te assiste um treino habituado
e a contornar-te só a própria carapaça
amplificador de um mar de ti
que reverbera o som da terra
sem te chegar a tocar a lama
e se as horas se estenderem em parto
levar sempre presente
que os sonhos não se cobram
sonham-se
apercebo-me que o segredo está na ostra
e que afinal é isto tudo uma forma diferente do mesmo afrodisíaco
e que esse tão velho sufoco que te angustia é só ar e apenas ar quente
finges-te sempre dormente para que não te levem a mal a inércia
para que não te arrombem a indolência ou te incrustem uma sombra alheia
provarás agora o verdadeiro sentido da apneia
o que te ficará a faltar
no fim de tudo
será o sono e não o ar
e a isso tudo te assiste um treino habituado
e a contornar-te só a própria carapaça
amplificador de um mar de ti
que reverbera o som da terra
sem te chegar a tocar a lama
e se as horas se estenderem em parto
levar sempre presente
que os sonhos não se cobram
sonham-se
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
vejo do cais um cais
rasgar rasgar rasgar
deixares-te romper
não corromper
mas irromper
sem mastro
sem castro
principalmente
sem cadastro
sem redoma
nem retoma
e sempre esta tortura da clausura em que te enfias
como se estar nu fosse o mesmo que usar véu
como se o livre fosse o sozinho
ou o sozinho fosse bastardo
da alma dizer por vezes
frangalho
ou coalho
é tudo aliás e no fundo
uma questão de baralho
cartas que só diferem na contracapa
(aparentemente)
há o bluff
o cenário
um espírito em contraplacado
desde cedo habituado
ao jogo
o mais certo é ser apenas medo misturado com cansaço
e a memória de umas asas de zoroastro
até que
tudo pelo que
tudo para que
no dissolver da gramática
certas teias tecidas de longe
algures entre a morfina e o chocolate
se peguem ao teu corpo
tudo por esse finalmente
em que te enrouquece a voz mas já não se ensurdece a lente
deixares-te romper
não corromper
mas irromper
sem mastro
sem castro
principalmente
sem cadastro
sem redoma
nem retoma
e sempre esta tortura da clausura em que te enfias
como se estar nu fosse o mesmo que usar véu
como se o livre fosse o sozinho
ou o sozinho fosse bastardo
da alma dizer por vezes
frangalho
ou coalho
é tudo aliás e no fundo
uma questão de baralho
cartas que só diferem na contracapa
(aparentemente)
há o bluff
o cenário
um espírito em contraplacado
desde cedo habituado
ao jogo
o mais certo é ser apenas medo misturado com cansaço
e a memória de umas asas de zoroastro
até que
tudo pelo que
tudo para que
no dissolver da gramática
certas teias tecidas de longe
algures entre a morfina e o chocolate
se peguem ao teu corpo
tudo por esse finalmente
em que te enrouquece a voz mas já não se ensurdece a lente
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