as porcelanas.
as salamandras.
as cortinas.
rezará porventura a história dos crocodilos?
ou dos devoradores de vidros?
dos dós sustenidos?
dos sis contraídos?
quem te fez acreditar que só um final era possível?
que o aí e o aqui não podiam existir a um tempo certo?
mesmo sabendo quem te criou
o que falta saber
o que te falta mesmo saber
a ré
do lá
(e um fá para mi a saber a limão)
será que é preciso ver
para deixar de crer?
e do ouvir?
e do haver?
e do largar?
cuidar.
cuidar.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
cimentar
concretizar
descarnar
(é em triângulos que costumo dobrar a minha linha)
estico o olhar que me resta para longe das sombras
e das caixinhas de veludo azul
cada uma com a sua chave
perfeita
dourada
e cheia de rebites
como se o ouro fosse porventura calar o nevoeiro
ou aliviar o fardo da melodia
todos esses extremíssimos agudos
são só tombos na gravidade, apertos no estômago e dentes de lobo
são a carne que com a carne trincha a carne
é bem mais grave a velada gravidez da linha recta
do baixo sopro a vibrar na madeira que reveste o teu coração de pedra
e o desejo cinzento das palavras em granito
grave, denso, enevoado
pontuando a negro as vírgulas e as reticências
solares nódoas negras
fundas crateras
e magníficos rasgões de luz
concretizar
descarnar
(é em triângulos que costumo dobrar a minha linha)
estico o olhar que me resta para longe das sombras
e das caixinhas de veludo azul
cada uma com a sua chave
perfeita
dourada
e cheia de rebites
como se o ouro fosse porventura calar o nevoeiro
ou aliviar o fardo da melodia
todos esses extremíssimos agudos
são só tombos na gravidade, apertos no estômago e dentes de lobo
são a carne que com a carne trincha a carne
é bem mais grave a velada gravidez da linha recta
do baixo sopro a vibrar na madeira que reveste o teu coração de pedra
e o desejo cinzento das palavras em granito
grave, denso, enevoado
pontuando a negro as vírgulas e as reticências
solares nódoas negras
fundas crateras
e magníficos rasgões de luz
sábado, 17 de outubro de 2009
desejo de mão descalça em ombro nu
(ou mais um arremesso por falta de caneta)
condensar
expropriar
diluir
lembro-me de o calo existir desde a queda do muro
um indicador de força constantemente a pisar o irmão do meio
isto, quando as ideias não eram vapores
e eu ainda subia às árvores
agora o encantamento faz-se paralisia e a ânsia sonolência
os calos pertencem aos calcanhares
a maior parte das vezes, pelo menos
condensar
expropriar
diluir
lembro-me de o calo existir desde a queda do muro
um indicador de força constantemente a pisar o irmão do meio
isto, quando as ideias não eram vapores
e eu ainda subia às árvores
agora o encantamento faz-se paralisia e a ânsia sonolência
os calos pertencem aos calcanhares
a maior parte das vezes, pelo menos
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Subscrever:
Comentários (Atom)